Epígrafe
Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
(“O artista inconfessável”, João Cabral de Melo Neto)
Escrever jamais é sabido;
O que se escreve tem caminhos;
Escrever é sempre estrear-se
e já não serve o antigo ancinho.
(“O postigo”, João Cabral de Melo Neto)
10 Comentários »
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“Não sou alegre nem triste,
sou poeta….” Cecília Meirelles
Comment by Sonia Kahawach— 26/02/2009 #
Obrigado irmão por compartilhar ese dom poético que nos leva a sonhos e realidades ao mesmo tempo.
Lamento não ter consciência antes de esse seu “blog” maravilhoso.
São 3 e 45 da manhã, e eu aqui me deliciando com suas poesias .
Muito mais eficaz que pilulas para dormir rsrrs.
Obrigado , e descuçpe pela pieguise.
Para finalizar meu poema preferido seu;
“INCERTO E NÃO SABIDO”
Essa entrelinhas sou eu.
beijos carinhosos
virgínia
Comment by maria virgínia gama— 17/06/2009 #
Mulheres fracas, fortes.
Não importa.
Mulheres mostram que mesmo através da fragilidade.
São fortes o bastante para erguerem sempre a cabeça
Sem desistir, pois sabemos que somos capazes de vencer.
Temos a delicadeza das flores
A força de ser mãe,
O carinho de ser esposa,
Reciprocidade de ser amiga,
A paixão de ser amante,
E o amor por ser mulher!
Somos fêmeas guerreiras, vencedoras,
Somos sempre o tema de um poema
Distribuímos paixão, meiguice, força, carinho, amor.
Somos um pouco de tudo
Calmas, agitadas, lentas!
Vaidosas, charmosas, turbulentas.
Mulheres fortes e lutadoras.
Mulheres conquistadoras
Que amam e querem ser amadas
Elegantes e repletas de inteligência
Assim somos …
Mil bj
É RUIM , MAS É MEU RS!!!!
virgínia
Comment by maria virgínia— 02/07/2009 #
Bom dia, Gama
Tudo está bem? nossa… não sabia que era poeta não!
Que bom saber que és mais inteligente e “organizado” do que eu pensava…
Um grande Abração… Deus continue te abençoando!
Comment by Jessé Guidelli— 02/10/2009 #
Caro Jessé,
Obrigado pela visita e volte sempre, que a casa é sua e de quem mais acessar o blog.
Mas quer dizer então que voce pensava que eu fosse burro e “desorganizado”? Bricadeira à parte, acho que sua primeira impressão é que estava certa…
Um abraço.
Comment by Antonio Carlos— 02/10/2009 #
Caro tio Gama.Caro no sentido futuro do bom cuidado, da boa proteção.
Estive conversando com o sabio dos sábios da família e de tantas nações poéticas, com o divisor de águas em minha vida, o nosso amado Annibal.
Mostrei a ele um poemiha e ele disse:
-Mostre ao Gama, se ele gostar, aprovo.(rs rs)
Não me prendi a simetria em si, o que em outros poeminhas tenho observado, mas vai aí uma das obras engavetadas, para que passe ou não pelo crivo da sua peneira da verdade.Amo vc.Me responda o blog é sensacuional, parabéns.Virei frequentador…
O meu blogsinho é http://nacrinadovento.blogspot.com/ e meu e mail é gama.1983@hotmail.com, se possível de uma olhada no blog e também me mande um e-mail para que eu possa saber o seu endereço virtual.
Aí vai…
Restaurado.
Aquieta-te alma agitada
descanse no berço escuro
a luz que a cidade dilata
é noite em cima do muro
Pulo a parede por detrás do hoje
num presente o laço no retrato
despedaçado pelo chifre do cavalo
unicórnio deu coice na pose.
[Foi-se]
Virou quem queria que fosse
manso e calmo, conformado
como a morte e sua foice
como minguante o sorriso
[sufocado]
Firme-se joelho mascarado
despido da crosta de carne
descanse nesse grão de milho
a concorrida prova é celeste
Teste mas nunca conteste
Égua sem régua!Trégua
Paste no campo silvestre
Esse deserto irá sufocar-te
O nascer incessante.Mente
A não ser o sol da solidão
Alimento mais sublime.Mente
Pensa que me engana a mente
Se a razão conduz o coração
e o coração bate ritmado
que melodia essa dama ira dançar
Sempre a mesma?Nunca diferente?
Meu bailado é sem compasso, é no silêncio
Num grito calado, num choro cantado
Num poema sem rima. Dessa tearia do acaso
Acredito no dilúvio dos aracnídeos
Na teia de um louva deus crucificado
Na ceia de um traidor suicida.Na risada.
De um casamento mal acabado
Na reconquista do quebrantado.
Colocando a aliança no dedo da noiva
Comment by Gustavo— 13/10/2009 #
“Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
Como as longas horas de um pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro.
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
-Foi poeta- sonhou- e amou na vida.”
Álvares de Azevedo (“…morrer mancebo.”
Comment by Rafael— 22/05/2010 #
Deixei aí um dos versos que mais me tocara a alma…
Abraços, caro professor.
Comment by Rafael— 22/05/2010 #
Fala Gama,
aqui estou eu de novo, tentando incrementar o intelecto através da boa leitura.
Vai aí um poema pra você dar uma lida e tentar adivinhar o autor:
Queria celebrar
Queria celebrar-te num poema
Justamente por acreditar na força do verbo
Versos sem grandes variações, simples, singelos
Mas que simbolizassem este meu amor eterno
Mas percebo, porém, as dificuldades que se apresentam
Os verbetes relutam em se encaixar de modo perfeito
Busco variações, troco posições
Nada sai direito
Ponho a culpa na gramática, nas palavras
Evidentemente que estas últimas, criação humana que são
Jamais poderiam exprimir a contento
Os complexos sentimentos do coração
As idéia vão e voltam, cambaleantes, verdadeiras doentes sem cura
Por mais que tente, tudo permanece em opaca mistura
Quem sabe o remédio é buscar inspiração e ajuda
Nas sempre válidas lições de Quintana ou de Neruda
E, tal qual um lampejo, eis que surge a solução
Para este mero iniciante das rimas do coração
Eu, que busquei tantos vocábulos para expressar esse incessante ardor
Lembrei-me do silêncio do beijo, melhor tradução do amor
Comment by Ramon Lopes— 02/06/2010 #
Meu caro Ramon
Confesso que não conhecia o poema (há tanta coisa a conhecer!).
Mas talvez conheça o autor, que se esconde no rubor dos cabelos, que são só pelos, para quem não souber vê-los.
Um abraço e volte sempre.
Comment by Antonio Carlos— 03/06/2010 #