Chegamos no hotel por volta das 20 horas (local) e depois de nos ajeitarmos, tomarmos banho e trocarmos de roupa eram quase 22 horas.
Resolvemos dar uma volta e comer algo pelas cercanias, repleta de cafés, brasseries, restaurantes e bares. Como era domingo, e verão, tudo lotado!
Apenas porque havia uma mesa vaga na calcada, acabamos sentando num pequeno bar de nome nada frances, “Old Navy”, também porque havia alguns mùsicos tocando, o que me agradou.
O bar é comum, sem nada de especial (pareceu-me um ponto de boemios, beberrões e mulheres solitàrias, o que em nada o desmerece), mas os mùsicos, dois guitarristas e um contrabaixo acùstico (daqueles grandões), eram sensacionais, tocavam de tudo e com maestria, até bossa nova e bolero (Sabor a mi), mas com uma levada do melhor jazz, com improvisações e temas paralelos.
De repente, não mais que de repente, parou na calçada um sujeito engomadinho, que imediatamente me lembrou João Gilberto, e ficou sorrindo, extasiado, acompanhando a mùsica estalando os dedos e batendo o pé. Sùbito sumiu, para logo depois reaparecer, trazendo a caixa de uma guitarra (daquelas parecidas com violão) e logo começou a tocar com os outros mùsicos. Certamente eram conhecidos, pois a perfomance ficou melhor ainda. O carinha era um mestre, como João Gilberto.
Curtimos tanto que somente voltamos para o hotel la’ pelas 2 horas da madrugada, com a banda ainda tocando, por puro prazer.
Não haveria melhor jeito de reencontrar Paris (eu) ou de a conhecer (Delucena).
PS A acentuação vai como consigo, neste teclado (clavier) à francesa!