Em Paris

 

Chegamos no hotel por volta das 20 horas (local) e  depois de nos ajeitarmos, tomarmos banho e trocarmos de roupa eram quase 22 horas.

Resolvemos dar uma volta e comer algo pelas cercanias, repleta de cafés, brasseries, restaurantes e bares. Como era domingo, e verão, tudo lotado!

Apenas porque havia uma mesa vaga na calcada, acabamos sentando num pequeno bar de nome nada frances, “Old Navy”, também porque havia alguns mùsicos tocando, o que me agradou.

O bar é comum, sem nada de especial (pareceu-me um ponto de boemios, beberrões e mulheres solitàrias, o que em nada o desmerece), mas os mùsicos, dois guitarristas e um contrabaixo acùstico (daqueles grandões), eram sensacionais, tocavam de tudo e com maestria, até bossa nova e bolero (Sabor a mi), mas com uma levada do melhor jazz, com improvisações e temas paralelos.

De repente, não mais que de repente, parou na calçada um sujeito engomadinho, que imediatamente me lembrou João Gilberto, e ficou sorrindo, extasiado, acompanhando a mùsica estalando os dedos e batendo o pé.  Sùbito sumiu, para logo depois reaparecer, trazendo a caixa de uma guitarra (daquelas parecidas com violão) e logo começou a tocar com os outros mùsicos. Certamente eram conhecidos, pois a perfomance ficou melhor ainda. O carinha era um mestre, como João Gilberto.

Curtimos tanto que somente voltamos para o hotel la’ pelas 2 horas da madrugada, com a banda ainda tocando, por puro prazer.

Não haveria melhor jeito de reencontrar Paris (eu) ou de a conhecer (Delucena).

 

PS   A acentuação vai como consigo, neste teclado (clavier) à francesa!

 

 

3 comentários

  1. Lilian
    22/07/09 at 9:43

    Que saudade do nosso amigo! Estou adorando a viagem, vivendo com vocês esses momentos preciosos que nos descreve… É bom, assim já vou sonhando com a minha ida a Paris (e Lisboa, no mínimo) e vou planejando a minha viagem (sempre pretendida mas nunca programada).
    Imagino o encantamento dessa primeira noite em Paris, que começou bem, com música, um dos alimentos para as nossas almas idealistas e, por que não, poéticas.
    Parabéns à Dona Delucena que fez o “sacrifício” de acompanhá-lo na noitada! Um grande abraço pra vocês!
    Estou adorando os relatos…

  2. carolinagama
    22/07/09 at 10:34

    Pois é justamente nesse bar Old Navy que a Danuza teve de sair às altas da madruga para comprar cigarro e tb foi ficando …ver no livro dela, que eu acho que está com vcs e que seria ótimo se vcs fossem lendo conforme a viagem…beijo para os dois. Carol

  3. bellgama
    22/07/09 at 11:30

    Que lindo! Paris é mesmo mágica… São em momentos assim que ela faz uma marca no nosso coração. São aqueles breves momentos que a gente tem certeza do que é felicidade. Beijos no casal mais lindo de Paris! Beijos para a minha Paris!

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