A Carol me alertou, em seu comentario sobre o post “Em Paris”, que a Danuza Leão, no seu livro “Fazendo as malas”, relata uma aventura dela no “Old Navy”, altas horas da noite, em busca de uisque. Tenho o livro aqui, mas ainda não o havia lido. Ao conferir, vejo que a observação da Carol procede, e – o que é mais curioso – diz a Danuza que o bar “era bem estranho, esfumaçado, e de frances não tinha nada”, bem de acordo com o que senti.
Outra coincidencia: no livro de Luis Fernando Verissimo, “Traçando Paris”, que havia lido da primeira vez em que aqui estive (e que trouxe agora para a Delucena ler), ele também fala, com muito mais verve e talento do que eu, sobre o banho na França. Isso revela que no fundo somos todos muito parecidos, a sofisticada Danuza, o sagaz Luis Fernando – ambos viajados e experientes – e nos outros, marinheiros de primeira e segunda viagem.
A proposito, Delucena e eu, com a pratica diaria, desenvolvemos duas técnicas, que se completam, para tomar banho em Paris.
A minha, que denominei provisoriamente de “técnica do movimento minimo”, consiste em prender os cotovelos junto ao corpo e apenas movimentar mãos e antebraços o minimo possivel, roboticamente, sem grandes expansões.
Delucena, por seu turno, desenvolveu a técnica (ainda não nomeada) de colar o corpo na parede durante o banho, de modo a minimizar que a agua espirre para fora do box.
O emprego conjunto de ambas as técnicas nos tem possibilitado tomar um banho sofrivel, mas alagando apenas metade do banheiro.
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Morro de rir com sua histórias…. As técnicas desenvolvidas por vocês dois….. estou rindo até agora e imaginando a situação.
Mas com uma Paris à frente, queridos, nem precisa de banho ou, se necessário, pode ser rápido e pouco sentido.
Nunca fiz uma viagem assim, mas sempre imagino e pelos mails que lhe mando v. pode ver que “viajo” bastante, né?
Agora estou conhecendo um pouco da Europa através de seus comentários deliciosos como sempre. Grande beijo pros dois e muuuuuiiita curtição de tudo que puderem.
Só não consigo entender direito o porquê dos franceses desprezarem o banho de que nós, brasileiros, tanto gostamos… Em toda construção que se preze, o banheiro é sempre considerada uma área até “nobre”, merecendo todo o cuidado e detalhes que possam torná-lo mais bonito e, por que não, confortável. Mas esse “mistério”, talvez eu tenha que desvendar por mim mesma andando pelas ruas de Paris, conhecendo a alma do seu povo reconhecidamente “inóspito” (outro dia, li numa dessas manchetes que o governo francês iniciou uma nova campanha pedindo aos parisienses que sorriam mais… – E desde quando sorrir é uma dificuldade??? rsrs)