Posts from julho, 2010

Dislexia

 

 

 

                                   Querer te ver

                                                    Rever-te

                                   Reverte

                                                    Te ver

                                   Verte

                                                    Querer

                                   Ver-te

                                               tv

                                               vt.

 

 

 

                        Veja nas Pílulas como foi a inauguração da Torre do Tombo Manuelina.

 

Um mestre do cinema

 

 

 

                        É costume qualificar Alfred Hitchcock como o “mestre do suspense”, quando na realidade ele é um mestre do cinema, um dos maiores diretores da história, cultuado por ícones como François Truffaut, cujo livro em que registra a série de entrevistas que realizou com Hitchcock nas décadas de 50 e 60 é uma lição completa de cinema.

                        Não há um único filme de Hitchcock em que não haja pelos menos três ou quatro tomadas, sequências ou planos antológicos. Aliás, sem falsa modéstia, ele costumava dizer que “Mesmo meus fracassos ganham dinheiro e se tornam clássicos um ano depois que os faço”, o que era pura verdade. 

                        Difícil escolher o seu melhor filme entre tantas obras-primas que realizou, mas por simples questão de gosto o meu predileto é Um corpo que cai (Vertigo), ou pelo menos o que me causa inquietação e estranhamento até hoje e sempre que assisto (não bastasse a presença de Kim Novak, uma das atrizes mais lindas do cinema, para tirar o fôlego de qualquer um).

                       

 

 

A primeira vez que tomei conhecimento de Hitchcock foi quando ainda era menino, em São Joaquim da Barra, e lá chegou para ser exibido sob grande expectativa no Cine Mongol o célebre Psicose (Psycho), a que não pude assistir por não ter idade bastante na época.

 

 

                        Mesmo assim acompanhei com grande interesse e curiosidade os comentários admirados que se mantiveram por semanas, mas ninguém, absolutamente ninguém (nem mesmo meu pai) revelava o final do filme, atendendo ao pedido do próprio Hitchcock. Causou grande alvoroço ainda a proibição, zelosamente cumprida pelo cinema daquela pequena cidade do interior paulista, de nenhum espectador ingressar na sala após o início do filme, conforme determinado por Hitchcock.

                        Trata-se, talvez, de uma das maiores jogadas de marketing de todos os tempos, no que Hitchcock era também um verdadeiro mestre, muito antes que se falasse em marketing. Outra de suas jogadas era sempre aparecer brevemente numa cena dos seus filmes e desafiar os espectadores a descobrir quando e como isso acontecia.

                        Enquanto estava em Buenos Aires na semana passada, comprei em um antiquário de San Telmo, por meros 90 pesos (cerca de R$ 50,00), um folheto original em perfeito estado, com quatro páginas contendo recomendações para os exibidores de Psicose, de cuja capa consta:  “El cuidado y manejo de PSICOSIS por ALFRED HITCHCOCK como vendedor publicitario y promotor de Paramount Pictures. Nota Importante: Este es um elemento complementario del habitual boletin informativo”.

                        Nas páginas internas, além de diversas fotografias da filmagem (o que hoje chamaríamos de making of), seguem-se rigorosas e detalhadas orientações aos exibidores, desde a venda dos ingressos até ao término do filme, quando deveriam manter a sala escura por 30 segundos!

                        Apesar disso, com seu humour inglês, afirmava mestre Hitchcock que “Para mim Psicose foi uma grande comédia. Tinha que ser.”

                        Curiosamente, quando regressei a Ribeirão Preto, logo na primeira noite aqui um dos canais a cabo que assino exibiu nada mais nada menos do que Psicose (coincidência ou sincronismo?)

                        Lembro-me que na época do lançamento do filme, pilheriava-se que nossos queridos portugueses haviam vertido o título para “O assassino que era a mãe”, aniquilando a cuidadosa estratégia de mistério elaborada por Hitchcock.

                        É bem verdade que muito tempo já se passou e quase ninguém mais ignora o que acontece no filme, que se tornou um clássico. Todavia, o esforçado autor da sinopse oferecida pelo canal a cabo se esmerou: “Secretária foge roubando 40 mil dólares de seu chefe. Ela faz uma parada em um hotel dirigido pelo pacato Norman. Porém, o homem possui uma dupla personalidade, e, enquanto Marion está no chuveiro, ela a mata com uma faca.”

                        O que pensaria Hitchcock disso?

 

 

 

 

 

                        O Kid Vigarista e a Fórmula 171 estão nas Pílulas.

 

A rotina da aventura

 

 

                        Gilberto de Mello Kujawski em seu magnífico livro-ensaio O sentido da vida, recentemente lançado (O sentido da vida : transforma-te em quem és / Gilberto de Mello Kujawski — 1ª ed. — São Paulo / Gaia 2010), uma verdadeira opus magnum do seu pensamento e das suas reflexões filosóficas a partir das ideias de Ortega Y Gasset — mas sem repeti-las ou copiá-las, antes lhes dando renovado frescor e a contribuição da sua plenitude intelectual —, discorre no Capítulo IV sobre os ritmos da vida, aventura e rotina.

                        Entre outros “achados”, assinala que “Ao contrário do que parece, aventura e rotina não se excluem nem se contrapõem entrei si. Em primeiro lugar porque a rotina é filha de aventura é a própria aventura congelada em alguns de seus momentos”. […] “A rotina escolta a aventura e, reciprocamente, no plano conhecido e muitas vezes percorridos da rotina, nos desvãos do cotidiano, em seus recantos e esconderijos, lateja em surdina o apelo da aventura. É uma praça esconsa que descobrimos em nossa andança por uma cidade desconhecida, sugerindo histórias e romances evaporados no passado. É aquele casarão abandonado no qual adivinhamos as alegrias e os dramas secretos de seus antigos habitantes. É o encontro casual com alguém que vai mudar nossa vida. É a ideia repentina que nos assalta ao dobrar a esquina e nos leva a rever nossa concepção das coisas ou o planejamento do trabalho que fazemos. É a intimidade com o companheiro de caminhada, nosso amigo ou nossa amada, que se aprofunda e nos enriquece. É a súbita vista do mar que nos leva para a distância do horizonte.”

                        O capítulo se estende para vários outros aspectos, incluindo o conceito absolutamente original — e diria mesmo genial — elaborada por Gilberto sobre nosso “relógio biográfico”, como “um condensador do tempo vital, da minha vida, que interfere diretamente no exercício dos meus sentidos, na vibração das minhas emoções, na perspectiva da minha percepção, no ângulo do meu pensamento, na direção dos meus desejos, e, por assim dizer, no meu enfoque cognitivo, volitivo e sentimental do mundo”.

                        Valho-me dessa brevíssima síntese e da maestria de Gilberto Kujawski para tentar expor como me sinto nas minhas breves e poucas viagens (bem menos do que gostaria), como a que acabo de fazer para Buenos Aires.

                        Antes, a grande ansiedade de escapar um pouco do cotidiano, da rotina, conhecer novos lugares e pessoas, ver a vida de outros ângulos, o desejo de me aventurar. Mas, ao mesmo tempo, certa melancolia por deixar o mesmo cotidiano, a mesma rotina, o meu modo de viver.

                        O mais desagradável de qualquer viagem é o cansativo e irritante processo de deslocamento, as longas esperas nos aeroportos, os inevitáveis atrasos e atropelos, a desconsideração com que somos tratados pelas companhias aéreas, sem exceção, e em especial os pobres mortais da classe econômica. Mas aqui já se está a viver a aventura da viagem, com seus imprevistos, incertezas e temores, por mais banais que possam ser (O avião não vai cair? Chegaremos em tempo para a conexão? E a nossa mala que tarda a aparecer na esteira?).

                        Quando enfim chego ao destino, a emoção de uma nova etapa da aventura, numa cidade que não é a minha, desconhecida ou pouco conhecida. Se estou no exterior, a estranheza maior ou menor da língua e dos hábitos locais, já nos primeiros momentos após a chegada.

                        É preciso em seguida (pelo menos eu sinto essa necessidade imperiosa), e o mais rápido possível, estabelecer uma nova rotina, para prosseguir na aventura.

                        As primeiras horas, às vezes os dois primeiros dias são de adaptação, até criar essa nova rotina. Aí então estou pronto a retomar a aventura. Por isso, tanto quanto de conhecer novos lugares, gosto muito de retornar a uma cidade, em que já estive, me agradou e tenho recordações e locais especiais para rever, além dos novos a descobrir.

                        Nessa fase gosto especialmente de mergulhar na vida da cidade, seu dia a dia, seus bares, cafés e restaurantes, suas livrarias, sua cultura enfim. Conversar o máximo que posso com seus moradores, garçons, motoristas de táxi, jornaleiros, livreiros, artistas, empregados do hotel, e todos mais que possam me transmitir o ambiente local.

                        Há em tudo isso um permanente encantamento, e até um doce e instigante estranhamento, que se renova em conformidade com nosso “relógio biográfico” a que se refere brilhantemente Gilberto Kujawski. Da mesma forma que, segundo Heráclito de Éfeso, não se pode entrar ou tomar banho duas vezes no mesmo rio, nunca visitamos duas vezes a mesma cidade, notadamente aquelas de que mais gostamos.

                        Não me lembro bem onde li há muito tempo, e cito de memória. Ao lhe pedirem para fazer aquela costumeira lista das dez melhores coisas da vida, Rubem Braga — grande viajante, aventureiro e vivente — arrolou entre elas: tomar um ótimo banho num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pelas ruas de uma cidade estranha, achando que vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

 

 

 

 

 

Fervor de Buenos Aires

 

 

Las Calles

 

Jorge Luis Borges

 

                        Las calles de Buenos Aires

                        ya son mi entraña.

                        No las ávidas calles,

                        incómodas de turba y de ejetreo,

                        sino las calles desganadas del barrio,

                        casi invisibles de penumbra y de ocaso                           

                        y aquelas más afuera

                        ajenas de árboles piadosos

                        donde austeras casitas apenas se aventuran,

                        abrumadas por inmortales distancias,

                        a perderse em la honda visión

                        de cielo y de llanura.

                        Son para el solitario una promessa

                        porque millares de almas singulares las pueblan,

                        únicas ante Dios y em el tiempo

                        y sin duda preciosas.

                        Hacia el Oeste, el Norte y el Sur

                        se han desplegado — y son también la patria — las calles

                        ojalá em los versos que trazo

                        estén esas banderas.

 

 

História extraordinária

 

 

                        Depois do domingo e da segunda-feira de chuva fina e intermitente que atrapalha a locomoção e nos obrigou a passar a maior parte do tempo em cafés, livrarias e galerias (não que isso seja propriamente um suplício), finalmente a terça-feira amanheceu com um céu esplendoroso, límpido e azul, daquele tom platense da bandeira argentina.

                        Embora a Delucena reclame de fazê-la andar muito, Bueno Aires, como Paris, é uma cidade para se conhecer caminhando, o que é facilitado pela sua topografia plana. Aliás, para mim as cidades são como as mulheres, e mesmo aquelas mais ásperas e tortuosas somente revelam seus segredos, sua intimidade e real beleza quando nos deixamos perder nos seus caminhos ou descaminhos.

                        Saímos pelo calçadão da Florida rumo à Plaza de Mayo, observando os prédios de arquitetura clássica, entrando em muitas lojas e livrarias.

                        Tinha informação há algum tempo de que na Calle Florida, no subsolo das Gelerias Güemes, havia um lugar belíssimo, dedicado ao tango e em especial a Astor Piazzolla. Nas outras vezes em que aqui estive não consegui localizar o local, em que devo ter passado em frente várias vezes, sem atinar.

                        Desta feita, quase por acaso (ou nem tanto), Delucena entrou na galeria e então percebi onde estávamos por alguns cartazes afixados.

                        Puxei-a pelas escadas que levam ao subsolo e demos com um recanto maravilhoso, as antigas instalações de um teatro de 1915, em estilo art nouveau, totalmente restauradas. O local agora abriga um café, restaurante e pequeno museu em homenagem a Piazzolla, além de um outro grande salão em que de noite há os tradicionais shows de tango, que dizem ser um dos melhores de Buenos Aires, onde se apresentam os artistas mais refinados.

                        Astor Piazzolla é idolatrado ou odiado pelos argentinos. Muitos, entre os quais me incluo, o consideram genial e o grande responsável pela renovação do tango na segunda metade do século XX. Outros o detestam por entender que degradou o tango tradicional, ou simplesmente que não fazia tango.

                        Ficamos cerca de uma hora no café, e andando pelo local li numa das paredes, entre diversas outras inscrições sobre a vida e a obra da Piazzolla, esta história que me pareceu absolutamente extraordinária e que, com alguma pesquisa, daria um ótimo conto ou novela.

                        Aos 14 anos o menino Astor Piazzolla foi convidado por Carlos Gardel para tocar na orquestra que o acompanhava no filme El dia que me quieras. O cantor também conseguiu um pequeno papel para Astor, encarnando um vendedor de jornal.

                        Don Vicente “Nonino”, pai de Piazzolla — em homenagem ao qual compôs a comovente e linda Adiós, Nonino — e grande admirador de Gardel era um hábil entalhador e presenteou o cantor com uma figura humana de madeira que esculpiu. Essa figura estava no avião que caiu em Medellín e foi vista 20 anos depois, chamuscada, em um comércio de New Yorq, mas antes de ser recuperada tornou a desaparecer.

                        Gardel havia convidado Piazzolla a acompanhá-lo no voo fatídico, mas Don Vicente não deixou. A propósito, Piazzolla escreveu com certo humor negro, que se tivesse ido com Gardel “Em vez de tocar el bandoneón estaria tocando el arpa…”.

 

 

Os parentes portenhos de meu marido

 

 

 

                        Além dos quase dez anos de namoro e noivado, Antonio Carlos e eu estamos casados há mais de trinta anos.

                        Nos conhecemos adolescentes, crescemos e estamos envelhecendo juntos, com três filhas maravilhosas, cada qual de seu jeito, e agora também a Manuela, que tornou nossa vida mais doce e bela.

                        Sabia que ele tem uma forte ascendência árabe da parte do avô materno, que tanto adora.

                        Os árabes são muito afetuosos e apegados à família, de modo que pelo menos até a décima geração consideram-se parentes próximos ou “brimos”.

                        Mas depois de passar quase uma vida ao lado dele, sequer suspeitava dos seus laços portenhos e de que tem tantos familiares em Buenos Aires, para onde viajamos juntos pela primeira vez.

                        Ele já conhece relativamente bem a cidade e quer me levar a todos os locais típicos e de que mais gosta.

                        Temos de ir a tal lugar. Não por mim, que já conheço, mas por você, diz ele enquanto me me arrasta pelas calles e avenidas de Buenos Aires.

                        Ontem lá pelas tantas, comentei que estava me sentido como uma noiva ou recém-casada com a obrigação de visitar e me apresentar a seus inúmeros parentes argentinos, que eu desconhecia. Demos boas gargalhadas e passamos a brincar a toda hora com a ideia, até que ele me pediu que escrevesse este post para seu blog.

                        E lá vamos nós reencontrar titio Borges no café do primo Tortoni.

                        Depois, visitamos vovó Recoleta, mas antes tínhamos ido passear na prima Florida e demos uma passadinha nas casas dos tios Piazzolla e Ateneo, que nos retiveram e não queriam deixar que fôssemos embora.

                        Quase tudo a pé, pois que Buenos Aires é para ser desfrutada andando, me convenceu ele.

                        Estamos agora com primo Caminito, mas ainda iremos ao vovô Colón que passou por uma plástica e dizem ter ficado tão jovem quanto o Dr. Annibal (sem plástica).

                        Não sei que outras surpresas e visitas familiares me aguardam amanhã. Ele já falou que — como fez o tio Gilberto para a sua Célia quando aqui estiveram — vai me levar à praça do tio-avô San Martín para me ler um poema a ele dedicado pelo titio Borges.

                        Ufa!!!

 

                        Maria Delucena

 

 

A pergunta

 

 

 

                        O bar e restaurante do Claridge Hotel em Buenos Aires, na Calle Tucumán, 535, a um quarteirão da Florida, é uma reminiscência do apogeu da Argentina, no fim do século XIX e início do século XX.

                        Um imenso salão, com cerca de cem metros de extensão, decorado em estilo inglês, com madeira escura, quadros de paisagens campestres, poltronas lindas e aconchegantes, iluminação suave.

                        O balcão, com as tradicionais banquetas de couro vermelho, tem quase a metade de comprimento do salão.

                        Ele estava sentado na última banqueta à direita de quem entra, com um copo vazio à sua frente, solitário e ensimesmado, apesar da presença de um único garçom, sonolento, na outra ponta do balcão, perto de  uma grande caixa registradora dourada.

                        Eram quase quatro horas da madrugada e eu havia acabado de chegar ao hotel. Deixei as malas no quarto e desci para tomar alguma coisa no bar que tanto me agrada, para espantar o frio e relaxar da viagem cansativa, e assim talvez depois conseguir dormir um pouco.

                        Não sei bem por que, mas após pedir uma dose de conhaque ao garçom, com o imenso salão vazio, fui me sentar numa mesa próxima de onde ele estava.

                        — ¡Carajo, tomó vos una eternidad! ¡Me pensé que estabas desubicado!, me disse ele naquele espanhol italianado, tipicamente portenho.

                        Não existia outro mais a quem ele pudesse estar se dirigindo. Sorri ao me lembrar do chiste maldoso de que os argentinos são italianos que falam espanhol e se julgam ingleses. As três características estavam presentes ali, naquele momento.

                        Resolvi levar a conversa adiante, já que não tinha nada a perder. Arrisquei meu portunhol:

                        Tienes razón, todavía mi vuelo se retrasó. Mil perdones.

                        Puedes hablar en portugués. Si los dos hablan despacito, nos entendemos perfectamente. Mi nombre es Benjamín Miguel Chaparro y quiero contar una historia que sucedió muchos años atrás y siempre ejerció en mi una oscura fascinación, como si me diera la oportunidad de ver reflejados, en una vida destrozada por el dolor y la tragedia, los fantasmas de mis propios miedos. ¿Quieres escucharme?

                        Tinha o nariz aquilino, o rosto simpático, com algumas rugas nos cantos dos olhos, barba, bigode e cabelos embranquecidos. Aparentava certa amargura, mas seus olhos brilhavam intensamente ao começar a me contar a história.

                        Amanhecia, quando me despedi de Benjamín e fechei o livro La pregunta de sus ojos que comecei a ler quando cheguei a Buenos Aires. Trata-se do romance de Eduardo Sacheri do qual foi extraído o roteiro do filme El segredo de sus ojos, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro.

                        Todo fim de noite ainda passo algumas horas no bar inglês do Claridge acompanhando a narrativa surpreendente de Benjamín.

 

 

 

 

 

                        Nas Pílulas, uma mensagem da Bell, que vale a pena ser lida e me deixa a cada dia mais orgulhoso dela.