Adalberto de Oliveira Souza
Archote dúbio,
luz de vários gumes,
ferindo aqui e acolá,
nesta arena escarlate,
nesta festa borbulhante
de sangue.
Eis que reaparece
o espetáculo da vida,
jacarés,
aves de mil plumagens,
fadas e duendes,
fauna e flora,
profusão,
exuberância
e uma música
impregnando
e movimentando
o cenário.
Eis que desaparece
tudo num sumidouro
ficando atrás
somente a sinfonia
constante,
perseverante
que capturou a vida
encarcerada
nela mesma.
(do livro “Captura”, São Paulo, 1989, João Scortecci Editora)
Gama, que beleza de poema…
Abraçaço.
A arapuca
para a captura
da vida
na textura
da poesia.
Diferente dos poemas de Adalberto de O. Souza que já conhecia. Mas com a mesma elegância de sempre.
Capturar a vida em versos assim…
Muito, muito bonito, Adalberto.
É a vida com todas arestas e arenas. Abraço.
Bom dia, Adalberto.
Obrigada por mais um texto poético para alegrar o meu dia. Gostei demais
da “sinfonia / constante” / perseverante/ que capturou a vida. Belíssima
imagem! Parabéns pela sua sensibilidade poética. Continue produzindo.
Abraço da Clarice!