Selma Barcellos
Em noite insone,
o poema assoma.
Tem asa tensa.
Assombra.
Revira gavetas,
inquieta a pena,
espalha folhas
vazias.
Quando se vai,
já é dia.
O cão late.
A alma desnuda,
cansada do embate,
apaga os sinais.
Afaga a palavra
muda.
Itacoatiara, quase outono, 2013
Que coisa linda!!
Que insônia densa.
Intensa.
Não é qualquer um que tem uma insônia dessa.
Onde se afaga a palavra
muda.
Que coisa…
Rara, inquietante e profícua noite insone, Brenno.
Permitam-me a heresia de postar esses versinhos (devido ao tema), só pra descontrair:
Eu rio de mim, insone,
a esperar presunçoso,
ouvir o som tão gostoso
do toque do telefone.
Estou pronto a atendê-lo,
mas se o tilintar demora
apago a luz, vou-me embora.
Tilinto pedras de gelo
no meu copo de uísque.
E mesmo que ela não disque,
pois diz que isso não compensa,
eu sei que quando ela pensa,
ainda que ela minta,
alguma coisa tilinta…
Delíciaaaaa! Guardei, poeta!
Na calada da noite
a insônia tece
e amanhece poesia.
O dia agradece…
E nós também, Selminha.
Beijocas
Beijocas, Antonio!
Selma, vou aproveitar pra postar o soneto abaixo, que é de minha autoria:
Numa linda noite brasileira
Faço à mulher amada uma seresta verdadeira:
De voz e violão vou à sua janela
De coração aberto exaltar a beleza dela.
Convidando-a pra jantar no restaurante
Que é considerado muito elegante
No qual tomaremos uma cerveja gelada
Pra ter toda a tensão anulada.
Desse momento jamais nos esqueceremos
Pois tenho consciência que juntos estamos
Pra nos rememorar de um santo dia:
Desse amor só nós é que sabemos
Por isso agora uma linda canção cantamos
E eu vou me inspirar pra fazer poesia.
Beijocas!
Ô menino romântico, seresteiro, poeta, cantor…