Adalberto de Oliveira Souza
DESEJOS
Adalberto de Oliveira Souza
O desejo de resolver
O desejo de viver
O desejo de amar
O desejo de desejar
O desejo de correr
O desejo de existir
O desejo de escrever
O desejo de não escrever
O desejo de ver
O desejo de sentir
O desejo de ouvir
O desejo de preencher
O desejo de querer
O desejo de cobrir
O desejo de descobrir
O desejo de se entregar
O desejo de oferecer
O desejo de receber
O desejo de morrer
O desejo de possuir
O desejo de odiar
O desejo de partir
O desejo de permanecer
O desejo de trabalhar
O desejo de repousar
O desejo de comer
O desejo de beber
O desejo de se abster
O desejo de compreender
O desejo de ignorar
O desejo de subir
O desejo de descer
O desejo de falar
O desejo de calar
Esses desejos
Todos esses desejos
e tantos mais.
DÉSIRS
Le désir de résoudre
Le désir de vivre
Le désir d’aimer
Le désir de désirer
Le désir de courir
Le désir de courir
Le désir d’exister
Le désir d’écrire
Le désir de ne pas écrire
Le désir de voir
Le désir de sentir
Le désir d’entendre
Le désir de remplir
Le désir de vouloir
Le désir de découvrir
Le désir d’offrir
Le désir de recevoir
Le désir de mourir
Le désir de posséder
Le désir de haïr
Le désir de partir
Le désir de rester
Le désir de travailler
Le désir de reposer
Le désir de manger
Le désir de boire
Le désir de s’abstenir
Le désir de comprendre
Le désir d’ignorer
Le désir de monter
Le désir de descendre
Le désir de parler
Le désir de se taire
Ces désirs
Tous ces désirs
et encore d’autres
Gama, eu observei que nesse poema do Adalberto utiliza uma figura de linguagem de construção chamada anáfora, que consiste na repetição das palavras no início de versos ou frases. Eu gostei muito do poema. Outro exemplo é no clássico poema de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
(…)”
Desejo fazer tudo quanto gosto
E desses momentos nunca mais me esquecer.
Abraçaço.
Desejo de renascer. A cada dia, Fênix, a cada dia…
‘Monter
Descendre…
Des cendres
Monter…’
(C.L.C.)
Belo poema, Adalberto.
Tanto desejo, tanta vida, abraços.
Salve,
É muita coisa guardada há muito tempo. Tem que estravasar mesmo, botar para fora! Abale as estruturas, derrube o templo dos filisteus!!!
É muito bom ver teus poemas bilíngues reaparecendo no blog.
Até mais,
Olá, amigos da Estrela Binária, Olhai os lírios do campo. Quem, de fato preenche o vazio expressando belos sentimentos que não separa mais une, merecem minha atenção afetuosa, beijos mil, Eli Rosa Roncari, À Espera de: