CHEMIN VERT
Para Ivan, João, Rubem e Ariano
Do outro lado da janela
o muro.
Do outro lado do muro
(para aquele que pula)
pulula o caminho verde.
Na folhagem/voragem do tempo
recolho esse instante na brandura
das pétalas encerradas
entre as páginas dos livros
(mas jamais ressequidas)
e prossigo pelo além perfume.
Mais tarde, aquém muro,
tornarei às coisas que findam
e aos homens que morrem.
Gama, de todos os lindos poemas que você escreve, este é mais um. Parabéns pela inspiração.
Abraçaço.
Sempre o muro, sempre algo além ou aquém.