Parece janeiro
25/01/2012 às 17:08 | Publicado em Uncategorized | 3 ComentáriosTags: anos dourados, crônica, era ela, olhos, parece janeiro
(Publicado no Blog da Selma Barcellos)
Caminhava pela praia quando tropeçou nos olhos dela.
Aqueles olhos eram inconfundíveis.
Quase da cor do mar (quase, porque nenhum mar transborda tantos verdes e azuis).
O olhar, que era quase um sol (quase, porque sol algum tem aquele fervor), estava agora mais sereno, quase um luar (quase, porque lua nenhuma reluz assim).
Era ela!
Era ela?
Os cabelos louros estavam mais curtos, os seios, mais fartos, o mesmo nariz e a mesma boca incomuns em surpreendente harmonia.
Era ela!
O corpo ainda esguio na sua insinuante madureza.
Os olhos pousaram nele brevemente, mas o olhar se desviou pouco depois, como o luar que uma nuvem encobre.
Era ela?
Era ele?
A cidade e a praia já não eram as mesmas.
Aquele janeiro não era o mesmo janeiro.
Eles mesmos não eram os mesmos.
Mesmo?
3 Comentários »
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Antonio, repito o que escrevi lá no blog: é um privilégio contar com sua sensibilidade e inspiração. Alguns comentaristas de meu convívio próximo me dizem desse deslumbramento com o colaborador das terças-feiras.
Gratíssima, Gama.
Beijocas!
Comment by Selma Barcellos— 27/01/2012 #
Meu Deus, como o Tom era charmoso!
E o Chico bonito!
Só faltava serem cantores… rsrs
Comment by Lilian— 29/01/2012 #
Voltando à crônica, que é o que realmente importa, apesar do Tom, no comecinho o senhor descreveu a aparência de Dona Macena, com o encanto de quem vê alguém pela primeira vez.
Depois, acho que somos os mesmos para sempre, com os mesmos sentimentos para sempre, em relação às mesmas pessoas para sempre (é o que tenho visto; é o que a vida me faz pressentir – traduzindo: eu to fer ra da!).
Comment by Lilian— 30/01/2012 #