A este novo tempo
indiferente
ausente
ensimesmado
workaholic
pragmático
bate-papos virtuais
smartphones nos cinemas
fones nos ouvidos
dançarino sozinho
prefiro os velhos
gestos de carinho
perdidos no caminho
toques sem fone
com fome
cafunés
abraços e beijinhos
no escurinho do cinema
mãos dadas pela rua
dançar colado calado.
A este novo sexo
descartável
promíscuo
hedonístico
performático
cibernético
de corpos malhados
lábios de botox
seios de silicone
ardor de pílulas azuis
prefiro aquele um
só anseio
prazenteiro
por inteiro
sem tipo algum
corpos comuns
que se animam
e aninham uno
no silêncio de depois.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=IFjB9Sk-MPY[/youtube]
Porta entreaberta (Ivan Lins)
MARAVILHA de poema, meu querido poeta. Não vou resistir e vou passar pro meu blog. Ele está carente de alguém falando tudo isto. Beijos e carinhos sempre.
Não importa se o nosso amor
Segue as tradições antigas ou modernas
Porque em tudo sou acolhedor
E as nossas noites são eternas.
Somos dois juntos num só ser
E para isso meia palavra basta
Sou um verdadeiro entusiasta
Da idéia que nossa fusão deve ocorrer.
Fundamental mesmo é ser, e não ter
E nisso está a maior virtude
Que consiste em ter a atitude
Da melhor tristeza se chamar prazer.
Nosso amor é atemporal
E juntos caminhamos pela rua:
Essa história nunca vai ser banal
E na nossa imaginação podemos voar até a lua.
Meu querido amigo Antonio Gama: quando eu era criança eu colecionava cartões postais. Hoje coleciono pastas e, dentro delas, preciosidades. Minhas pastas estão aqui dentro do meu pequenino computador e eu não consigo entender como cabe tanta coisa dentro dele.
Eu tenho um sentimento: o de viver o tempo, desfrutar dele e deixar que ele se vá mansamente para que venham outros tempos…
Un beso!
Toques sem fone, com fome
de corpos comuns.
Tão lindo Gama, amor honesto por inteiro.
Perfeito, amigo querido.
A gente começa a reconhecer o vício por um poeta quando ele nos diz tão bem coisas que queremos falar sem conseguir. Um brinde a tanta sensibilidade.Beijos!