Escrevi o poema do outro post abaixo há algum tempo, mas nestes tempos de fim de ano ele sempre me atropela a mente, antropofagicamente.
Daí me lembrei daquela antiga ilustração de um velhinho de barbas brancas passando o bastão ou a ampulheta para um menino, e me saíram estes outros versos.
Nem mágico, nem trágico,
é autofágico o fim de ano.
Depois de devorar-se
(e também a nós)
regurgita atroz
o mesmo engano
(em que vamos nós).
Mais que perfeito.
Beijocas!