Eclesiastes

 

 

                                                         ECLESIASTES

 

 

                                        “Não há nada de novo sob o sol”

 

                                        mas tudo é de novo sob o sol

                                        e o sol mesmo que o traz o dia

                                        não é o mesmo sol que se pôs

                                        ao fim do dia que antecedia

 

                                        sob o sol a poesia se recria

                                        e o poema é novo a cada dia

                                        diverso daquele que se fazia

                                        (ou lia) sob a lua da noite que jazia

 

 

Eclesiastes

 

 

 

 

4 comentários

  1. Lilian Tanajura
    27/03/14 at 16:18

    Contrariar o Rei Salomão no seu discurso que não havia nada novo sobre a Terra é um verdadeiro ato de bravura! Possuidor de uma sabedoria de origem divina, Salomão encontrava-se enfadado, também se queixando de que muito conhecer aumentava a dor. Talvez ele não tivesse com quem “trocar figurinhas”, daí o seu lamento. Somos mais felizes que ele, porque, além das figurinhas, ainda temos com quem compartilhar versos, canções, imagens, e sem qualquer vaidade – contrariando Salomão mais uma vez -, fazendo isso apenas pelo prazer da companhia, esse estar juntos ainda que distantes. Pobre Salomão! E os versos… ah, os versos! Sempre novos e cheios de vida!

  2. brenno
    27/03/14 at 18:00

    Entusiasmastes
    E aliviastes
    A secura do sol

  3. André
    27/03/14 at 21:27

    A pureza do sol
    Veio iluminar a beleza que é a vida.

  4. nilton
    03/04/14 at 12:42

    Bendito o poeta que canta o sol, esse próximo quase sempre esquecido pelos poetas.

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