Quando entra pé ante pé
a poesia não tem chave
que abre a porta
não tem boca
nem tem voz
que fala a nós
não tem nariz de cera
para nos aprazer ou entreter.
Na calada da noite
a poesia é toda ouvidos
para reverberar a nossa voz
se nada temos para nos dizer (a sós)
todos ouvidos são poucos
todos olvidos são moucos.
Belíssima. Todos precisamos ouvir a poesia. Que bom que temos poetas como você, traduzindo o que muitos sentem sem saber dizer. Beijos
A poesia é a vida se desdobrando. E você a coloca como uma realidade. Bjs
Beleza! Moucos ouvidos para tão poucos olvidos… mesmo inaudível a poesia, inouvidável sua essência.
Jamais inaudível.
Beijocas!