Com quantas linhas se escreve um conto?
Com quantos contos me conto?
Em que ponto dessa tortuosa linha
paralela do infinito me encontro?
Só quando saio da linha
e salto fora da pauta
é que sinto o sobressalto da vida
ao compasso de mim mesmo.
Passo a passo me repasso
traço a traço me escrevo
até que a linha se apague
e acabe o conto sem ponto final
Muito bom ! O inacabado das coisas talvez seja nossa possibilidade de recomeço. Melhor sem ponto final! Como sempre um prazer ler seu conto , sua crônica ou sua poesia! Beijos
Poeta, a delícia é que escrevendo, vamos descobrindo um novo pedaço do infinito. E vivendo nele. Não cuidemos de ponto final. Antes, de reticências.
Belo poema, Antonio.
Beijocas!
…que o ponto final
(coincidência?!)
é apenas o primeiro ponto
de uma reticência
(pensei nisso na hora que lia o (precioso) poema e depois deparei com algo sintonizado no terno comentário da Selma que, portanto, endosso (porque adoçado já era) para os devidos fins e efeitos)
Outra coisa, muito bom o detalhe do desfecho: SEM ponto final (pensa que eu não vi?)
Lindo, lindo! Amei. Adoro quando você escreve sobre o ato de escrever e viver. Amo! Ti doro! bjo
Gama, na vida acredito que é melhor mesmo sem ponto final, e sim com reticências, na esperança de aquilo que foi interrompido possa ser retomado, imediatamente ou não.
Como sempre, mais um belo poema escrito por vc e a foto da imagem me lembrou o calçadão da orla carioca – praias tão bonitas que inspiram beleza arrebatando os olhos de quem vê.
Abraços,
André
Tudo o que quero da vida: Uma vida de contos sem contar com quantas linhas se fez e, com certeza, sem ponto final
Seus poemas penetram e ficam marcados pra que se pare e pense.