Gosto de sentir o perfume
Da mulher amada que tem o costume
De sentir os mais diversos cheiros
Para alegrar os meus dias inteiros
A notável sensação do exalar
A doçura do sabor do seu falar
A mistura dos cinco sentidos
Que se confundem em meus ouvidos
E na minha alma:
Dou a mão a palma
Que não é isso que tudo sei.
Ou sei.
Desejo tudo isso e ficar louco
Porque isso todo mundo tem um pouco.
Lindo poema, Selma!
que parece ecoar uma súplica:
” – Desata-me ! ”
(“e o que eu mais queria
era desentristecer as mulheres…
que a alegria – elas não sabem –
é sua maior virtude.”)
Ontem, Alfredo, hoje, Selma!
O Estrela Binária está se tornando uma constelação!
Este poema de Selminha dialoga abertamente e de igual para igual com as grandes vozes femininas da poesia, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Hilda Hilst.
E também com as poetas letristas da MPB, como é o caso da canção de Joyce e Ana Terra postada acima.
Belo tema explorado no poema.
Delicado, atual e provocante.
Parabéns, Selma.
Gosto de sentir o perfume
Da mulher amada que tem o costume
De sentir os mais diversos cheiros
Para alegrar os meus dias inteiros
A notável sensação do exalar
A doçura do sabor do seu falar
A mistura dos cinco sentidos
Que se confundem em meus ouvidos
E na minha alma:
Dou a mão a palma
Que não é isso que tudo sei.
Ou sei.
Desejo tudo isso e ficar louco
Porque isso todo mundo tem um pouco.
Colorida, perfumada, atada, marcada…
Lindo poema.
Lindo poema, Selma!
que parece ecoar uma súplica:
” – Desata-me ! ”
(“e o que eu mais queria
era desentristecer as mulheres…
que a alegria – elas não sabem –
é sua maior virtude.”)
Ontem, Alfredo, hoje, Selma!
O Estrela Binária está se tornando uma constelação!
Este poema de Selminha dialoga abertamente e de igual para igual com as grandes vozes femininas da poesia, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Hilda Hilst.
E também com as poetas letristas da MPB, como é o caso da canção de Joyce e Ana Terra postada acima.
Amanhã tem mais, com outro poeta da casa.
Se eu levo a sério o “de igual para igual”, que risco correm todos os que orbitam o Estrela…
Beijocas!
Antonio, perfeito! A mais bela produção da Joyce e da Ana, em interpretação memorável da Elis. Tenho o DVD desse show já ‘furado’…
beleza de poema. Um canto que encanta.