Posts from abril, 2014

Mentiras cor-de-rosa

 

 

 

“Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes”

 

 

“Mente ao meu coração” ((Francisco Malfitano / Pandiá Pires), com Paulinho da Viola

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A ex-colinha

 

         Selma Barcellos

Selma-no-Jardim-de-Luxumburgp

 

 

 

 

 

 

 

 

Queridos dinos, como é que vocês colavam? Escrevendo as fórmulas na palma da mão, na borracha, na carteira, em tirinhas de papel guardadas no estojo? Pescoçando a prova do colega? Observando os movimentos codificados do gênio da turma que, coitado, parecia sofrer de espasmos nervosos?

Quem nunca deu uma coladinha… Gerações. Há pouco, arrumando relíquias didáticas na estante, caíram “lembretes” do livro de Química do filho… Cheguei a ouvir sua voz adolescente, belo dia, depois de copiar trocentas vezes uma fórmula na  tentativa de reduzir a letra: “Já decorei essa porrrrcaria!”.

Mas o fato é que a cola perdeu, digamos, a “inocência” primal… Ficou high-tech, sofisticou-se e passou a representar má-fé, picaretagem, trama, golpe. Cultura nefasta a ser realmente combatida. Imaginem que mascar chiclete pode disfarçar a conversa em minicelular com um cúmplice fora da sala, uma caneta pode fotografar a tela da prova e por aí vai.

Li que a University of Central Florida, por exemplo, já declarou guerra  à “evolução da espécie”. Da sala de monitoramento (aqui), um fiscal acompanha os gestos do aluno ao computador, direciona o zoom da câmera para o indivíduo e grava o “crime” em CD. Papel de rascunho? Com data estampada e favor devolver à saída.

Segundo o reitor, em 64 mil exames houve apenas 14 casos suspeitos. Sua Magnificência só não contava com a figuraça que, na contramão da tecnologia, supertatuou o braço e “inseriu informações” em sua body art.

É flórida… Ô raça.