Adalberto de Oliveira Souza
LEMBRANÇAS
Doces e amargas.
Lembranças silentes,
eloquentes e loquazes.
Lembranças insistentes,
vagas e sutis.
Lembranças inúteis?
Lembranças pertinentes e outras adequadas,
ponderáveis e imponderáveis,
lembranças áridas
e desérticas.
Lembranças populosas,
lembranças eróticas
e erráticas.
Lembranças ressaibos
de arrependimentos,
puras lembranças
insaciáveis,
indissociáveis
ao cotidiano.
Lembranças reclusas
e escusas.
Lembranças sórdidas e
inconfessáveis.
Lembranças caroáveis,
duras e determinantes.
Lembranças inassociáveis
à alguma realidade.
Lembranças constantes
e sem importância nenhuma e,
às vezes, exorbitantes.
Lembranças remotas e
recentes.
Lembranças imprescindíveis,
cruéis e amenas,
felizes ou infelizes
afeitas à saudade ou
ao esquecimento.
Lembranças insolentes,
ou carentes.
Lembranças aparentemente
neutras, mas fatais.
Lembranças,
meramente lembranças.
Belíssimo. Verdadeiro.
Lembranças eternas de momentos inesquecíveis que ficarão guardados dentre nós.
Parabéns, Adalberto! Muito delicadas e profundas as palavras que compõem essa verdadeira poesia.