Além dos incomensuráveis Adoriran Barbosa e Paulo Vanzolini, o samba paulistano tem outros grandes representantes.
Um dos maiores, que encarna a figura típica do malandro, na vestimenta, no linguajar e no samba sincopado, é Germano Mathias, com 75 anos de idade e 55 de carreira. Datam dos anos 50 e 60 os seus maiores sucessos, como Guarde a sandália dela, que compôs em parceria com Aluízio de Carvalho, Malvadeza Durão, de Zé Keti, A História de um Valente, de Nelson Cavaquinho, e Joga a Chave, de Adoniran.
De malandro só mesmo a estampa. Sempre deu duro e mesmo assim mora hoje num pequeno apartamento de um conjunto habitacional na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo.
Conta que era farrista, “metia o pau no dinheiro. Gastava em festa, corrida de cavalo e bilhar” e lamenta que a malandragem já não seja a mesma.
Mas ele continua o mesmo, com o gingado e o tempero das velhas batucadas e rodas de samba dos engraxates na Praça da Sé, de que participava e dá uma mostra no vídeo abaixo.
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Olá meu bom amigo, Antonio Carlos Augusto, eu assisti uma apresentação do Germano Mathias na tv educativa e fiquei maravilhado com o seu samba. Meu pai era paulista e viveu um bom tempo com criaturas românticas, “irresponsáveis” e geniais, tipo do nosso grande sambista. Uma bela homenagem e lembrança, adorei.Muita paz e harmonia em sua vida.
forte abraço
C@urosa
Que coisa boa saber que Germano ainda está entre nós e cantando e espalhando sua alegria. Realmente foi um dos ótimos sambistas que tivemos e fazia muito tempo que eu não sabia dele. Que bom que v. localiza essas coisas e nos passa. Bjs