Esperança

 

             Nicolas Sauvage e família

 Nicolas e família

 

 

 

 

 

 

 

Nicolas Sauvage, poeta francês, vivendo entre a França e o Japão e, às vezes, na Koreia, nos traz em sua poesia a união entre o Ocidente e o Oriente. Esse entrelugar nos proporciona a captação de uma nova sensibilidade, diversa, nova, outra. Junto vai uma interpretação não definitiva, pois nada é perene e tudo tradução. (Adalberto de Oliveira Souza)

 

 

 

espérance

 

c’est un remerciement

d’un souffle une lumière une lueur

 

la fraîcheur qui suit enfin la canicule

la chaleur aperçue d’une douce peau

 

une plaie qui va s’effaçant s’allonge

lent épanouissement de feuillages

 

boucle lignes courbe oh jeunesse

donne du volume à la lumière

 

vert léger bleu sans couleur

un remerciement

 

Nicolas Sauvage

 

 

 

esperança

  

é um agradecimento

de uma aragem uma luz um clarão

 

a suave brisa que sucede à canícula

o calor percebido por uma pele suave

 

uma ferida que vai desaparecendo se prolonga

lenta dilatação de folhagens

 

enlaça linhas curva ó juventude

dá volume à luz

 

verde leve azul sem cor

um agradecimento

 

 Tradução de Adalberto de Oliveira Souza

 

 

amanhecer 2

 

 

 

12 comentários

  1. Célia Soares
    26/02/13 at 15:10

    Perpassa uma sensação de passagem, brisa, boa como a esperança.

  2. Obrigada, Adalberto!
    Inspirador e Captador!
    Grande abraço,

  3. Lindo texto, belos versos. Gostei demais também da paisagem. Esperança – é o sentimento que não deve morrer nunca em nossos corações.

  4. Antonio Carlos A. Gama
    26/02/13 at 19:43

     

    Creio que não haja linguagem mais universal do que a poesia. 
     

    Apesar das peculiaridades dos idiomas e da difícil tarefa de traduzir ou verter poemas de um para outro (dificuldade superada brilhantemente por Adalberto), a força poética sempre contém em si o próprio comutador que aciona a luz do seu encantamento.
     

    “Un remerciement” ao poeta Nicolas.

  5. André
    26/02/13 at 19:54

    Gama, há um provérbio que diz “a esperança é a última que morre” (baseando-me no título do post) com o qual concordo plenamente, pois devemos tê-la a toda hora e não desistir nunca e acredito que uma das maiores virtudes do ser humano é a persistência.
    Por falar em poesia, o dia dela (acho que é 14 de março) está chegando. Há muitos poetas que vertem do português para outro idioma e vice-versa, mas que não tiram o brilho do original.
    Abraçaço.

  6. marisa c. silva
    27/02/13 at 9:54

    Tradução é uma das atividades mais difíceis que conheço. Traduzir poesia, então, é uma aventura e tanto. Belo poema.

  7. 27/02/13 at 12:43

    Por favor, não deixe de me enviar estas “delicadezas” sempre que puder …
    obrigada 🙂

  8. Brenno
    27/02/13 at 13:24

    Lindo, suave, calmo, delicadamente colorido em tom pastel… o vert.
    Mas…
    “A esperança é o pior dos venenos” (Marçal in Receberia as piores notícias de seus lindos lábios)…
    … se não estiver acompanhada de gestos, sentimentos e atitudes; postura e movimento.

  9. 27/02/13 at 17:56

    L´Espérance, qu`elle est superbe.
    quelquefois elle nous surprend, quand elle n`arrive pas. Mais ça on laisse tomber.
    Il faut avoir l`espérance.

  10. Alice
    03/03/13 at 22:55

    Obrigada, Adalberto! Belos versos!

  11. Sirlei
    05/03/13 at 11:00

    Perfeito! lindo demais… “esperança a base…”. Obrigada. 

  12. Alfredo Fressia
    24/03/13 at 13:35

    Cher Nicolas,
    admirable la souplesse de ton poème, la douceur, la simplicité et la vigueur.
    Mes compliments.

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