Condenação

 

 

 Adalberto de Oliveira Souza

Adalberto 3

 

 

 

 

 

 

 

 

                                   CONDENAÇÃO

 

 

                                                                                        Adalberto de Oliveira Souza

 

 

                                   Aqui estamos

                                   esquecidos

                                   como vocês,

                                   vulcões extintos.

 

                                   Há, entretanto,

                                   a surpresa diária

                                   tocando

                                   nossa carne amanhecida

                                   envolta

                                   em consistente concreto.

 

                                   Deveríamos talvez

                                   sorrir

                                   se pudéssemos

                                   entrar em erupção. 

 

vesúvio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8 comentários

  1. André
    29/01/13 at 13:40

    Condenação interna
     
    Às vezes somos condenados
    Bem no âmago de nossa alma
    A seguir o modelo como as pessoas
    Agem, pensam e se comportam
    Só para sermos iguais a elas
    O importante mesmo é ser e não ter
    E por não atingirmos os padrões ideais
    Ficamos frustrados e fazemos algo
    De que não gostamos
    Só para agradar a outrem.
    Fundamental é ser feliz, humilde e simples
    São as maiores virtudes
    Que um ser humano pode ter
    Tratar a todos bem
    Cativar as pessoas
    Para construir um mundo melhor.
     
    http://www.youtube.com/watch?v=WIF5e0OHMnQ
    Fátima Guedes – Condenados
     
    Abraçaço.

    • Antonio Carlos A. Gama
      29/01/13 at 14:30

      Muito bem sacada a canção da Fátima Gudes, André!

      Vou postá-la na página principal.

      Abraçaço.

  2. Brenno
    29/01/13 at 13:43

    Condena
    a ação
    Submete-se
    à omissão
    Espera-se
    a erupção.

  3. 29/01/13 at 17:28

    É a surpresa diária que nos move. Sua poesia incluída.
    Bem-vindo, Adalberto.
     

  4. 03/02/13 at 16:58

    Nossa, Adalberto, que bonito!!!É difícil não se encantar com a tua poesia. Acho que você está a caminho de mais um livro, ne?
    E sabe que eu estava lembrando do último poema teu que você me mandou – ora direis – que é tão massa!!!Inesquecível!!!A comprovação de que tomar linhas de outros autores não é plágio, nem só um exercício de maestria, é também um aprendizado que vai a um tal ponto mais longe que nem o poeta original poderia supor… E agora vem outro provar mais um tanto da tua maestria.
    Abração
    Luizete

  5. Alice
    04/02/13 at 14:13

    Belos versos, Adalberto! Tocam pela força das imagens, sem perder a ternura!

  6. Ana Paula
    04/02/13 at 20:47

    Adormecidos sempre eclodem inesperadamente………

  7. 28/02/13 at 15:01

    Agradável   surpresa  nesta  manhã   receber seu poema.
      Obrigada pela  lembrança  .
      Parabéns  pela  sua  arte!  Muito  bonito o poema

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