Adalberto de Oliveira Souza
CONDENAÇÃO
Adalberto de Oliveira Souza
Aqui estamos
esquecidos
como vocês,
vulcões extintos.
Há, entretanto,
a surpresa diária
tocando
nossa carne amanhecida
envolta
em consistente concreto.
Deveríamos talvez
sorrir
se pudéssemos
entrar em erupção.
Condenação interna
Às vezes somos condenados
Bem no âmago de nossa alma
A seguir o modelo como as pessoas
Agem, pensam e se comportam
Só para sermos iguais a elas
O importante mesmo é ser e não ter
E por não atingirmos os padrões ideais
Ficamos frustrados e fazemos algo
De que não gostamos
Só para agradar a outrem.
Fundamental é ser feliz, humilde e simples
São as maiores virtudes
Que um ser humano pode ter
Tratar a todos bem
Cativar as pessoas
Para construir um mundo melhor.
http://www.youtube.com/watch?v=WIF5e0OHMnQ
Fátima Guedes – Condenados
Abraçaço.
Muito bem sacada a canção da Fátima Gudes, André!
Vou postá-la na página principal.
Abraçaço.
Condena
a ação
Submete-se
à omissão
Espera-se
a erupção.
É a surpresa diária que nos move. Sua poesia incluída.
Bem-vindo, Adalberto.
Nossa, Adalberto, que bonito!!!É difícil não se encantar com a tua poesia. Acho que você está a caminho de mais um livro, ne?
E sabe que eu estava lembrando do último poema teu que você me mandou – ora direis – que é tão massa!!!Inesquecível!!!A comprovação de que tomar linhas de outros autores não é plágio, nem só um exercício de maestria, é também um aprendizado que vai a um tal ponto mais longe que nem o poeta original poderia supor… E agora vem outro provar mais um tanto da tua maestria.
Abração
Luizete
Belos versos, Adalberto! Tocam pela força das imagens, sem perder a ternura!
Adormecidos sempre eclodem inesperadamente………
Agradável surpresa nesta manhã receber seu poema.
Obrigada pela lembrança .
Parabéns pela sua arte! Muito bonito o poema