Johnny Alf
Alfredo José da Silva
19/5/1929 Rio de Janeiro, RJ
4/3/2010 Santo André, SP
“Sérgio Porto, fã declarado de Alf, me disse certa vez que toda a história da bossa nova começou com ele, a quem considerava o avô do movimento. Porque, segundo Sérgio, ele foi o pai dos pais da bossa, já que João Gilberto e Tom Jobim, além de Lyra, Menescal, Sérgio Ricardo e o próprio Vinícius sempre iam ouvir nas boates do Rio o toque e o canto “avançadíssimo” de Johnny.
Exagero ou não — e mesmo considerando, como eu, que a bossa nova nasceu da batida do violão de João Gilberto — Johnny é mesmo o legítimo titular de tantas originalidades. E por todas as razões. A começar pelo extraordinário legado de seus discos antológicos, realizados ao longo desses cinquenta anos de carreira. Aliás, nem tantos assim como seu talento e criatividade deveriam merecer. E, finalmente, por sua monástica modéstia. Que, num país sempre ingrato com quem vale a pena de verdade, o fez esconder-se da fama que lhe é devida.”
Ricardo Cravo Albin
“Eu e a brisa” (Johnny Alf), com ele ao piano, acompanhado de Paulo Pugliese (baixo) e Nestor di Franco (bateria)
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