Selma Barcellos
CANÇÃO DA ESPERA
Na paisagem
das janelas
surge sempre
um rio
que ela segue
com olhos de horizonte
e sorrisos de lua
até um estuário
de versos
onde as palavras
— presas às margens
feito musgo
feito hera —
aguardam que
poema e vida
se encontrem.
E inaugurem a primavera.
(Montelpuciano, verão de 2012)
Recente fui convidado para falar para estudantes primário e ginásio (?), (hoje são ciclos), sobre Vinicius. Uma tarefa difícil. O caminho que segui foi de criar um Vinicius que tinha o costume de andar com duas mochilas: uma levando a vida, seu caminho, seu olhar, e na outra, palavras. E a cada encontro do poeta com a vida. ele abria a sua mochila de palavras e as juntava num papel e nascia a poema.
Selma faz exatamente isso; O olhar de uma janela, uma vida descortina. Abre seu coração de palavras e nos oferece essa beleza. É verdade: quando olhamos para a vida sempre vemos uma lua sorrindo. Uns conversam, vibram,se emocionam, outros esperam…e a primavera não chega
Maravilha de metáfora que você encontrou para falar de Vinicius, Paulinho.
Essa delícia de poema da Selminha antecipa na espera a primavera.
Abração.
Antonio, respondi a Paulinho no seu espaço. Siderei.
Virão todas as primaveras, poeta.
Inspirado Paulinho, bela imagem para Vinicius…
Adoro ler você no Estrela. Aliás, por galáxias várias.
Lindo poema Selma,
Eu também adoro o Jardin du Luxembourg. Quando chego a Paris é o primeiro lugar que vou.
Acho fenomenal. E não precisa ser na primavera, em qualquer época do ano ele tem charme.
Adalberto, também adoro o Luxembourg. Peço sempre que me esqueçam por lá… rs…
Eu estava muito feliz no momento da foto. No coreto em frente ao banco (você o conhece) tocavam músicos excelentes, e eu havia acabado de conversar longamente com uma senhorinha francesa adorável!
O encontro
(incestuoso?!)
de poema e vida
gera
a perene primavera.
Muito lindo, Selma!
Poema e vida são irmãos… Tem razão, Brenno Augusto.
Selma, eu – observador e detalhista como sempre – percebi que a sua foto em primeiro plano foi alterada. Mas ficou ótima.
Parabéns pelo seu belíssimo poema, uma eterna primavera.
Beijoca!
E não é que aprovo a troca da “guarda”, mestre André?
Beijocas!