Ah, se a juventude que esta brisa canta…

 

 

Johnny Alf

Alfredo José da Silva
 19/5/1929 Rio de Janeiro, RJ 
 4/3/2010 Santo André, SP

“Sérgio Porto, fã declarado de Alf, me disse certa vez que toda a história da bossa nova começou com ele, a quem considerava o avô do movimento. Porque, segundo Sérgio, ele foi o pai dos pais da bossa, já que João Gilberto e Tom Jobim, além de Lyra, Menescal, Sérgio Ricardo e o próprio Vinícius sempre iam ouvir nas boates do Rio o toque e o canto “avançadíssimo” de Johnny.

Exagero ou não — e mesmo considerando, como eu, que a bossa nova nasceu da batida do violão de João Gilberto — Johnny é mesmo o legítimo titular de tantas originalidades. E por todas as razões. A começar pelo extraordinário legado de seus discos antológicos, realizados ao longo desses cinquenta anos de carreira. Aliás, nem tantos assim como seu talento e criatividade deveriam merecer. E, finalmente, por sua monástica modéstia. Que, num país sempre ingrato com quem vale a pena de verdade, o fez esconder-se da fama que lhe é devida.”

Ricardo Cravo Albin

 

 

“Eu e a brisa” (Johnny Alf), com ele ao piano, acompanhado de Paulo Pugliese (baixo) e Nestor di Franco (bateria)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=c0CCAldtkfo[/youtube]

 

 

2 comentários

  1. paulinho lima
    12/07/13 at 12:39

    Nada tem mais histórias que a Bossa Nova. Albim é um craque e um historiador sério. Alf foi uma Avô/pai. Mas não esquecer o Farney. Um foi avô materno e outro paterno, mas ambos fraternos 

  2. André
    12/07/13 at 14:53

    Gama, na minha opinião o Johnny Alf é um dos compositores mais refinados do Brasil. Suas músicas são muito elegantes. A que você postou eu conheço a versão com a cantora Márcia que talvez seja a mais famosa.
    Abraçaço.

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