Edição e narração de José Márcio Castro Alves
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As quatro estações
Eis que afinal, mansamente,
o outono se entranha com seus tons
de marrons, beges, vermelhos breves,
que não são do outono em Paris,
mas daquele em que me fiz.
A primavera longeva da infância,
com sua ânsia de florescer,
sua volúpia multicor e inebriante, estiolou,
e se acomodou no pequeno jardim
num canto esconso de mim.
O verão suarento da juventude,
com seus rompantes sóis,
ardores, falsas dores, ruídos rudes,
parecia que nunca se acabava
e a agitação ofegante do dia invadia a noite e a madrugada.
Os dias são tépidos agora
e se encurtam na longa noite
que esfria e prenuncia
o inverno álgido que virá
com sua verdade de pedra:
a primavera que houvera outrora,
outra nunca mais haverá.
Belo, Belo.
Que inspirador é sentir a evidência das mudanças das estações.
As quatro estações estão presentes dentro de mim
Quando elas vão mudando, eu percebo isso
Como inspiração para escrever um lindo poema.
Gostei muito do vocabulário usado.
Muito conveniente.
Como André costuma dizer, deveria virar música.
Se bem que ouvi-lo pelo José Márcio…
Beijocas!