Num churrasco na casa do tio-avô Antônio Hilário (meu cunhado), Manuela se encantou com duas pequenas laranjeiras e um limoeiro carregados de frutos no fundo do belo quintal.
Como ela insistia em colher as laranjinhas e os limõezinhos ao seu alcance, ainda verdes, Babu quis lhe explicar e ensinar o tal de manejo sustentável.
Mostrei-lhe a laranjeira maior, cujo tronco se repartia, e lhe disse:
― Manu, veja só: esta aqui é a mamãe, e este aqui é o papai (referindo-me a cada uma das ramificações do tronco). As laranjinhas são as filhinhas, e elas estão muito pequenininhas. Precisam ficar com a mamãe e o papai para crescer. Então você não pode tirar elas daí…
Ela acompanhou minha “aula” atentadamente. Aproximou-se da árvore e de repente, com um sorriso zombeteiro, indicou com o dedinho certo ponto da anatomia do caule, recoberto de musgo:
― Esta aqui que é a mamãe, Babu!
Ao olhar com mais atenção, entendi o porquê da afirmação categórica.
Tratei de tirar a foto abaixo para registrar a comprovação científica.
Vivendo e aprendendo, Babu!