Adalberto de Oliveira Souza
Adalberto de Oliveira Souza, poeta, escritor, professor, mestre e doutor de línguas neo-latinas, alma peregrina de artista e uma porção de outras coisas mais, sobretudo o grande e querido amigo meu e do Brenno desde a prisca e saudosa era do curso Clássico no Otoniel Mota, que 25 anos atrás foi viver e lecionar em Maringá, reapareceu de repente, não mais do que de repente no Estrela Binária. E mandou de presente este poema que fez especialmente para o blog.
Vai se tornar colaborador permanente e há de merecer uma apresentação à altura que, chegado de viagem e ainda meio fora de órbita, não consegui escrever agora.
E não via a hora de publicar o poema.
Não, não vá embora, Adalberto.
A casa é sua.
Possua-a…
Homenagem à Estrela Binária
Ora direis,
sob tantas estrelas
luzindo esparsamente,
limpidamente significando
e nem tanto e nem tento explicar.
Ora ouvireis,
clareando ofuscantes,
vagas e sensivelmente,
do tempo e da distância,
as massas estelares,
as estrelas violentas,
as estrelas cadentes,
os eclipses vários
preocupantes.
Hora a hora,
só indo embora,
sempre, sempre.