Brenno Augusto Spinelli Martins
AMORTECEDOR
Um caso sério,
um caso de ternura, poesia…
Um caso de fantasia, ilusão, sonho.
Romântico.
Antiquado.
Romanticoantiquado.
Confusão de gestos e culpas
com fusão de palavras e atos,
hiato que a razão não preenche:
― o coração, sim.
Mas o coração é instável, aventureiro
e ― poeta marginal ―
confunde às vezes o que apenas é terno
com o que não pode ser definitivamente eterno.
E com a total liberdade desvairada
que só os loucos incuráveis possuem
(os loucos tem uma liberdade tão total e transcendente
que são livres até mesmo de si mesmos, mas não sentem)
o coração ousa usar de sua enfeitiçada insensatez
para se tornar magicamente criativo.
E cria o amor… do nada.
E o amor, incorrigível nascituro aprendiz de tecelão,
começa a trabalhar lá no fundo do coração.
E sobe… e desce.
Padece, mas tece.
Tece a dor.
O amor tece a dor.
Amortecedor.
E tecendo a dor
Ela vai se transformar em amor
Porque ela existe para nos libertar
Da maldade que às vezes nos vem rondar.
André, bem-vindo entre os tecedores!
Continue a tecer seus poemas com os fios da sua ternura e o arremate do seu belo coração.
Abraçaço.
Brenno, você e Antonio, com essa amizade linda e longeva, já deveriam ter editado um livro juntos.
Inspiradíssimos!
Beijocas!
Martelo, bigorna, ferramentas revolucionárias nas mãos de Maiakovski.
Amortecedor… palavra tão solta assim, me remete aos trancos e solavancos, da velha vida indo à revisão.
Gama e Brenno, poetas, suavizadores, amortecedores de redutores, criadores de emoção.
Enternecedor, Cláudia.
Destece a dor do teu tecedor.
Beijos.