“E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.”
“Língua”, Caetano Veloso
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1CH3GlT78bU[/youtube]
“E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.”
“Língua”, Caetano Veloso
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1CH3GlT78bU[/youtube]
Gama, em homenagem à nossa belíssima língua portuguesa, oriunda do latim, tendo Camões como um dos maiores representantes, mas ao mesmo tempo difícilima, vou postar um famoso soneto de Olavo Bilac:
“Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: meu filho!,
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!”
É uma das mais faladas no mundo.
Abraçaço.
Obra-prima de Caetano…
Aaaaah, mas é ‘guerra’, André?
Selminha e André,
Guerra santa essa,
um atira versos,
o outro, vice-versa…