Adalberto de Oliveira Souza
Magia
Perfuro
o fundo da fala,
fabrico da saliva
uma caixa,
transformo-a em silêncio
no silêncio mais negro
e me cubro desta noite.
Amanheço,
manhã difusa,
mutismo de setas.
Para melhor uso
de minha intenção,
lacro a caixa fabricada
com o parafuso sujo
tirado da língua.
Mas o verbo continua a ‘pegar delírio’…
Ma-ra-vi-lha, Adalberto!
Muitas vezes é necessária a volta dessa fala.
Muito forte, gostei muito.
Forte…mas…verdadeiro…
Profundo e verdadeiro.
Amei o poema Magia. A linguagem poética fecunda nosso ser
de sentidos reflexivos e metafísicos é maravilhoso.