Não sei se chega a ser um fetiche, ou se trata de simples maluquice.
Me apaixono fulminante e perdidamente por todas as mulheres que vejo cantando com razoável talento e algum charme.
Quero me declarar a elas, largar tudo por elas, sumir dali com elas…
Se estiver meio mamado e for num fim de noite, aí então é preciso ter cuidado…
São demais os perigos dessa vida!
Menos mal que passa logo, assim como começou.
E posso continuar a ouvi-las, estrelas, sem receio de perdê-las.
Mas, a uma crooner de voz rouca resistir quem há de?
Áurea Martins, “A voz rouca da crooner”, de Ivor Lancelotti e Márcio Proença