Ouvi dizer um dia que calar é ouro,
sem ter o que dizer me calei, com desdouro.
Não tem valor esse silêncio obsequioso
que é só uma face do espanto tormentoso
em face das forças de um mundo enigmático
tirado da cartola maluca de um mágico
que depois se esqueceu de todos os seus truques
e acabou sendo expulso de todas as trupes.
Foi esse ilusionista desmemoriado
que me deixou no picadeiro abandonado
com a luz apagada e a banda calada.
Por isso não canto, danço, nem falo nada,
em qual canto estará a cabala abstrata
que revela a palavra do abracadabra?
quem cala.com@sente
ou outra loucura de qualquer lavra
non sense? abstrato ritual da mente?
afinal… pra que serve o abracadabra?
O abracadabra talvez sirva para sugar nossa imaginação
Uma mente brilhante que vem para nos dar orientação:
Me calei para ouvir uma voz experiente
Que o tempo todo em mim se fez presente.
Ao conversar comigo me deu um conselho
Que quando eu ouvi fiquei até vermelho:
Como conseguiu adquirir tanto conhecimento
E transmitir às pessoas seu velho ensinamento?
O dom de saber ouvir um amigo é nobre
Foi concedido para aquelas pessoas vitoriosas
Que ao passar do tempo ganharam vivência:
Essas palavras valem mais do que ouro e cobre
Penetram internamente na gente, sendo gloriosas
Pois a vida é uma escola onde se ganha experiência.
Enquanto não se revela o abracadabra, a poesia é contigo…
Lindo!
Beijocas!
A palavra não revelada. Secreta. Belo poema! bjs